Quem não se lembra do programa da Eliana,Sítio do Pica-Pau-Amarelo,Tv Colosso,Castelo Rá-Tim-Bum...? E das músicas das Chiquititas,Mamonas Assassinas...? Hoje,as crianças são fãs de desenhos violentos e sabem de cor letras de funk.De fato,houve uma grande mudança na passagem dos anos 90 para o novo milênio e quem mais sofreram foram as crianças.Afinal,no século XXI,elas são importantes (prioridade) ou não?
Um fator essencial,primeiramente,é a educação recebida dos pais.O que vimos hoje é uma geração do "sim" e da superproteção.Pesquisas revelam que a presença dos pais sempre a sua volta,deixa as crianças ansiosas.E a superproteção,faz vir à tona o lado pior dos filhos.As crianças precisam ouvir um "não" em vez de apenas "sim".Graças a isto,hoje elas são mal acostumadas e sem limites.
Além da geração do "sim",o que presenciamos hoje é a clássica "geração do Shopping".No documentário "Criança,a alma do negócio",é possível perceber,com clareza,como a boa infância está adormecida.Sem saber identificar nomes de legumes ou animais,a maioria das crianças deste milênio reconhece marcas de produtos.E o mais surpreendete: a resposta da pergunta - Praia ou Shopping? - "Shopping!Eu Adoro comprar!",diz a menina de apenas 10 anos.
Para o deputado estadual de São Paulo,Carlos Bezerra Jr,a infância que encontramos atualmente é desprotegida e sofre inúmeras violências.Elas são vítimas dessa sociedade indiferente e desatenta.Seria o nosso sistema político,então,precário...onde os direitos da criança não são exercidos e,aos poucos,a juventude vai se modificando.É o caso da pequena Britney,nos EUA - onde a própria mãe aplicou botóx na garota a fim de participar de um concurso de beleza.E também sobre a prostituição infantil no Brasil.
As crianças,em suma,são importantes,mas não uma prioridade na sociedade moderna.Elas não estão recebendo a educação correta,não sabem mais brincar...São bombardeadas pela mídia e pelos próprios pais.É bom lembrar: para presentear uma menina,o ideal não é uma boneca,mas sim um estojo de maquiagem e um sapato com salto! Adeus época do Balão Mágico...
sábado, 27 de agosto de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011
Acima de tudo os Direitos Humanos
Desde a época medieval até os dias atuais,as entidades religiosas continuam exercendo poder sob o Estado.Naquele tempo eram considerados hereges os que se opunham à Igreja e,nesse caso,sofriam pena de morte.Como se não bastasse,ainda hoje há governos que adotam este tipo de medida.Nesse caso,para defender a Ética e os Direitos Humanos,o estado deve zelar pela sociedade secular.
Graças as ideias de Nicolau Maquiavel e a Doutrina do Laicismo,tivemos na história um importante avanço na separação de Estado e Igreja.Para este italiano,a Igreja não deve intervir na política do Estado.Para as leis laicas,são valores primaciais:liberdade de consciência e igualdade entre os cidadãos.
Não muito diferente destas mesmas correntes,foi declarado,em 1948,os Direitos Humanos.Infelizmente ,existem alguns países onde estas mesmas leis não são cumpridas.Desde a Revolução Iraniana de 1979, o governo do Irã tem abusado arbitrariamente dos direitos de milhares de seus cidadãos.
Outro importante exemplo é o da Arábia Saudita.Governo monárquico e ligado diretamente à religião,as mulheres deste país são proibidas de exercer um simples ato: o de dirigir.Sim,é um absurdo e fere o Artigo I dos Direitos Humanos - "Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos..."
As leis foram feitas para serem exercidas.Se for necessário para que sejam executados,em primeiro lugar,o que foi declarado pela ONU (em 1948),o estado deve manter uma sociedade secular.É importante,acima de tudo,lutar pela igualdade e liberdade de expressão.
Graças as ideias de Nicolau Maquiavel e a Doutrina do Laicismo,tivemos na história um importante avanço na separação de Estado e Igreja.Para este italiano,a Igreja não deve intervir na política do Estado.Para as leis laicas,são valores primaciais:liberdade de consciência e igualdade entre os cidadãos.
Não muito diferente destas mesmas correntes,foi declarado,em 1948,os Direitos Humanos.Infelizmente ,existem alguns países onde estas mesmas leis não são cumpridas.Desde a Revolução Iraniana de 1979, o governo do Irã tem abusado arbitrariamente dos direitos de milhares de seus cidadãos.
Outro importante exemplo é o da Arábia Saudita.Governo monárquico e ligado diretamente à religião,as mulheres deste país são proibidas de exercer um simples ato: o de dirigir.Sim,é um absurdo e fere o Artigo I dos Direitos Humanos - "Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos..."
As leis foram feitas para serem exercidas.Se for necessário para que sejam executados,em primeiro lugar,o que foi declarado pela ONU (em 1948),o estado deve manter uma sociedade secular.É importante,acima de tudo,lutar pela igualdade e liberdade de expressão.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Apenas uma gota no oceano
Já não é de hoje,e todos sabem,que a preocupação com o aquecimento global e questões ambientais têm ganhado grande importância.Graças ao Protocolo de Kyoto,de 1992,foi decidido aos países mais desenvolvidos reduzirem as emissões atmosféricas.Uma das principais ideias foi a substituição dos combustíveis fósseis - causadores de grande emissão de CO2.
Ao poluir menos,devido a seu processo de produção ser mais limpo,os biocombustíveis geraram uma grande polêmica.Ainda no governo Lula,o ex-ministro das Relações Internacionais,Celso Amorim,afirma que os biocombustíveis ajudarão ao desenvolvimento dos países mais pobres."Se o FMI pode ajudar a conseguir que os países mais ricos eliminem os subsídeos a suas ineficiências agriculturais,dará muito mais do que quando critica a produção de Biocombustíveis",defende.
Apesar de gerar emprego e renda no campo,diminuindo o êxodo rural,e deixar as economias do planeta menos dependentes do petróleo,nem sempre o biocombustível é o mocinho da história.O especialista em Direitos Humanos,Oliver Schutter alega em sua entrevista à VEJA,que os alimentos e os biocombustíveis estão competindo por terras produtivas.
Sabemos,porém,que culpar os biocombustíveis pela crise dos alimentos se torna uma causa errônea.Estudos revelam que o crescimento da demanda,clima e preço alto do petróleo são os principais fatores da crise dos alimentos.Segundo o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro,Francisco Teixeira,o preço do barril atinge diretamente na produção e distribuição dos alimentos.
Será mesmo o biocombustível - ou agrocombustível o vilão do planeta? A crise mundial dos alimentos já vem ocorrendo há anos.Seja pelas condições climáticas,mais demanda e menos oferta,ou seja pelo aumento no petróleo.Como afirmou a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro: "Os biocombustíveis são apenas uma gota no oceano desse cenário de aumentos".
Ao poluir menos,devido a seu processo de produção ser mais limpo,os biocombustíveis geraram uma grande polêmica.Ainda no governo Lula,o ex-ministro das Relações Internacionais,Celso Amorim,afirma que os biocombustíveis ajudarão ao desenvolvimento dos países mais pobres."Se o FMI pode ajudar a conseguir que os países mais ricos eliminem os subsídeos a suas ineficiências agriculturais,dará muito mais do que quando critica a produção de Biocombustíveis",defende.
Apesar de gerar emprego e renda no campo,diminuindo o êxodo rural,e deixar as economias do planeta menos dependentes do petróleo,nem sempre o biocombustível é o mocinho da história.O especialista em Direitos Humanos,Oliver Schutter alega em sua entrevista à VEJA,que os alimentos e os biocombustíveis estão competindo por terras produtivas.
Sabemos,porém,que culpar os biocombustíveis pela crise dos alimentos se torna uma causa errônea.Estudos revelam que o crescimento da demanda,clima e preço alto do petróleo são os principais fatores da crise dos alimentos.Segundo o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro,Francisco Teixeira,o preço do barril atinge diretamente na produção e distribuição dos alimentos.
Será mesmo o biocombustível - ou agrocombustível o vilão do planeta? A crise mundial dos alimentos já vem ocorrendo há anos.Seja pelas condições climáticas,mais demanda e menos oferta,ou seja pelo aumento no petróleo.Como afirmou a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro: "Os biocombustíveis são apenas uma gota no oceano desse cenário de aumentos".
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