Já não é de hoje,e todos sabem,que a preocupação com o aquecimento global e questões ambientais têm ganhado grande importância.Graças ao Protocolo de Kyoto,de 1992,foi decidido aos países mais desenvolvidos reduzirem as emissões atmosféricas.Uma das principais ideias foi a substituição dos combustíveis fósseis - causadores de grande emissão de CO2.
Ao poluir menos,devido a seu processo de produção ser mais limpo,os biocombustíveis geraram uma grande polêmica.Ainda no governo Lula,o ex-ministro das Relações Internacionais,Celso Amorim,afirma que os biocombustíveis ajudarão ao desenvolvimento dos países mais pobres."Se o FMI pode ajudar a conseguir que os países mais ricos eliminem os subsídeos a suas ineficiências agriculturais,dará muito mais do que quando critica a produção de Biocombustíveis",defende.
Apesar de gerar emprego e renda no campo,diminuindo o êxodo rural,e deixar as economias do planeta menos dependentes do petróleo,nem sempre o biocombustível é o mocinho da história.O especialista em Direitos Humanos,Oliver Schutter alega em sua entrevista à VEJA,que os alimentos e os biocombustíveis estão competindo por terras produtivas.
Sabemos,porém,que culpar os biocombustíveis pela crise dos alimentos se torna uma causa errônea.Estudos revelam que o crescimento da demanda,clima e preço alto do petróleo são os principais fatores da crise dos alimentos.Segundo o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro,Francisco Teixeira,o preço do barril atinge diretamente na produção e distribuição dos alimentos.
Será mesmo o biocombustível - ou agrocombustível o vilão do planeta? A crise mundial dos alimentos já vem ocorrendo há anos.Seja pelas condições climáticas,mais demanda e menos oferta,ou seja pelo aumento no petróleo.Como afirmou a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro: "Os biocombustíveis são apenas uma gota no oceano desse cenário de aumentos".



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